Friday, June 24, 2011

As últimas

Não há como descrever a penúltima noite no país que você mais ama, com uma família maravilhosa, com amigos perfeitos... Uma vida em um ano, aprender tão rápido a ser parte de um país. No meio do intercambio, parece que o tempo passa tão devagar, porque você já aprendeu tanto e tem tanto mais a aprender. Mas, agora, eu só consigo ver o quanto eu sonhei por esse momento, relembro o meu adeus ao Brasil. E agora tenho que dizer adeus ao meu sonho, que foi melhor do que eu imaginara! Foi perfeito, eu aprendi e cresci milhões de anos em um. Eu sai para o mundo, e agora os países todos são tão perto e tão possóveis, pois meus amigos estão lá, espalhados pelo mundo. É tão triste saber que eu nunca os terei reunidos novamente na Dinamarca, na mesma festa, no mesmo camp, no mesmo jantar com as nossas famílias dinamarquesas. É muito triste saber que eu não irei mais ao ginásio, não verei metade das minhas amigas danesas por muito tempo. Eu tenho um buraco em meu peito pela saudades antecipadas desse tempo que vai ficar intocado como o tempo de maior aprendizado sobre mim mesma e o mundo, o tempo onde meus sonhos viraram realidade. Eu me sinto em casa, todos me amam e eu não sabia. Tempos de despedida revelam o que as pessoas veem sobre nós. E foi tão bonito ouvir dos meus professores, colegas e da minha família que eu trago alegria para as pessoas, que eu as faço acreditar nos sonhos e na vida. Minha irmã falou que não é justo eu ir embora, que até mesmo pessoas que acabaram de me conhecer já sentem saudades, ela acha que não aguenta... Como eu vou poder dizer tchau sem saber quando vou poder voltar para a minha Dinamarca? Eu não aguento. Mas, por outro lado, tenho tanta alegria em mim, quero explodir de tanta felicidade por presenciar a beleza de um intercambio, por ter tido essa experiencia e apreciá-la ao máximo.
Minhas últimas semanas foram muito puxadas. Eu comecei a trabalhar na FRISKOLE (escola de ensino fundamental), todas as crianças lá me amam e eu amo elas também. Lembrei muito da minha infância lá, e brinquei tanto! E passei muito tempo com chico, minha irmã, festas, família... Pois é...
Minhas colegas fizeram uma festa surpresa para mim! Toda a turma veio me dizer adeus na porta da minha casa! Eles me levaram para o salão de festas e fizeram pizza. Eu fiz um mousse de sobremesa, ficou delicioso. Eles me deram uma pulseira, um livro onde toda a turma escreveu e uma camiseta com a foto da turma. Fiquei tão feliz, mas descobri que não sei dizer tchau. Eu falo até logo, chego em casa e choro.
Também essa semana fui em minha última festa com vaci, chico e charlotte. Foi ótimo chill out depois da festa, fazendo panquecas e pizza. E a noite Anna e Annika vieram dormir na minha casa, foi a melhor noite do pijama, eu ganhei um livro lindo do H.C Andersen. Eu amo meus amigos aqui!
Essa semana, Anne teve a dimission dela, é a formatura. Então terça, toda a família (vó e nós) fomos no colégio com cidra, bolo, pãozinhos e entramos na sala onde ela fazia o último exame oral (aqui o sistema é complicado, explico outra hora) e ela tirou 10! Daí comemos e depois batemos fotos. Fomos em um restaurante com toda a família. E hoje fomos na formatura de verdade, onde cantamos músicas dinamarquesas, o diretor fez discurso e depois todos os estudantes andaram na carruagem, visitando todas as famílias dos colegas e comendo o dia inteiro. A Anne voltou muito consada para casa daí, e me viu fazendo as malas... Choramos tanto! Bom, hoje comecei e acabei as malas e presentes e chorei de me lavar por ver meu quartinho não ser mais meu, sem posters, sem fotos. Minha mãe quer que eu deixe coisas aqui, ela falou que essa é minha casa para sempre! Minha tia veio almoçar com a gente, ela escreveu que eu serei da família para sempre, que ela sentirá saudades, e me deu uma minissérie dinamarquesa. Eu não sabia que as pessoas gostavam tanto de mim e que eu gostava tanto de ficar com elas, falar por horas se eu pudesse. Hoje também disse tchau na friskole, foi lindo cantarmos todos juntos músicas dinamarquesas. Essa cultura tem um poder sobre mim. Também me despedi do meu amigo søren e da minha contct family... Pois é, dia puxado, muito feliz e muito triste...
Nem sei mais o que escrever, estou cansada. Todos vão para o camp amanhã, eu queria tanto estar lá. Mas, minha família quer me dirigir e eles não tem tempo amanhã, então irei domingo. Um dia a menos com amigos que amo, mas um dia a mais com uma família que amo. Não sei descrever o que sinto e penso, não acredito que não estarei mais aqui. Amo a Dinamarca profundamente, amo falar essa língua, amo o jeito como as pessoas ajudam umas as outras e todos acreditam no lado bom das pessoas, amo a segurança, a LIBERDADE, a mente aberta...
Esqueci de contar que Vaci, Chico e eu fomos em um jogo de futebol da República Tcheca, me senti tão tcheca torcendo pra eles. Acabamos perdendo o trem, perdendo pra Suíça o jogo e ficando desesperados por um modo como voltar para casa. Encontramos um homem que trabalhava para a companhia de trem, ele fez umas ligações e nos deu taxi de graça para casa, 300 reais de taxi!
Esqueci de contar que tenho ido muito a praia com meus pais também. Fui em uma última viagem para århus com vaclav e vimos mil museus e lojas e eu gosto tanto dele! Também fui em uma viagem com minha mana para Ribe, a cidade mais antiga e charmosa da Dinamarca. Fomos no museu viking e de história da arte... Foi tão legal! Comemos massa ema daquelas ruas estreitas de casas pequenas de contos de fada, Ribe é um conto de fada! A igreja tem 1300 anos e para subir na torre se passe por um lugar muito assustador, as escadas são estreitas e venta muito! Chegamos em casa e tinha o dia de San Hans, o dia em que o sol baixa a meia noite, mas na verdade nunca baixa mesmo. Foi lindo! Todos se reunem na vila, acendem a fogueira perto do fjord, assam pãozinho na fogueira e cantam...
Eu vivi tanta coisa esse ano, e ainda assim na última semana há ainda mais tradições para aprender e mais pessoas a conhecer e tanta alegria. E o buraco o coração por saber que toda essa gente, que todo o mundo que eu carreguei esse ano vai se tornar a minha realidade brasileira novamente. Eu me abri para o mundo e nunca mais me fecharei... Eu vou amar voltar para casa, mas agora eu tenho duas casas para voltar!
Conto no avião como foi o adeus final e o camp. :)

Sunday, June 5, 2011

Sidste måned/ Último mês - Del 1/ Parte 1

Meus irmãos! Vaci, eu e Chico no parque em Tarm (foto tirada hoje)
Vaci e Chico brincando de palminha

Vaclav em Varde
Aquário na legolândia com Søren, eu e Chico
Chico e eu na Legolândia, Nyhavn
Hermione (NZ), eu e carinha da polonia
Manisa, Non, Cherry e eu no deserto
Vaci jogando tênis


Bom, não sei bem o que escrevi ou não. Vou pela ordem de sentimentos. Teve um dia que eu estava passeando ao redor do fjord e me senti quando eu era uma criança e estava pesseando pela minha chácara nas minhas aventuras. Não é que fui parar em um lugar tão floresta e não sabia como sair e, de repente, ouvi um barulho e vi uma raposa entrando em sua toca muito rápida. Fui andando devagar, e deparei-me com os bebês raposa mais lindos e fofos. Eles estavam tão assustados. Mas, justo eu, a pessoa que mais ama a natureza no mundo, nunca faria nada a eles! E, saindo de lá, enxerguei o fjord de águas azuis e o céu rosado por causa do sol, e um bambi correndo nos campos. Senti uma felicidade tão pura, não importa onde eu estiver sei que vou ser feliz por saber que a vida é tão bela. E todos nós temos uma conexão com as pessoas que amamos, vou levar poucas pessoas desse intercâmbio para a vida toda, mas sei que, com essas pessoas, a minha conexão será eterna. Eu mudei a vida de muita gente aqui, e muita gente mudou a minha vida, o meu jeito de ver o mundo... E eu senti o poder da amizade e o poder de ter uma irmã de mentirinha que se tornou uma irmã de verdade!
Fatos importantes: sábado passado tivemos a viagem da AFS para Skagens com vários intercâmbistas. Fiz um amigo da Polônia e uma amiga da Nova Zelândia que se chama Hermione! Ela é muito doce, adorei ela! É estranho como intercambistas ficam amigos uns dos outros rapidamente. A viagem foi até a ponta norte da Dinamarca, um lugar onde o oceano atlântico e o mar do norte se encontram, e tem uma cidade com casinhas amarelas. Também fomos para o maior deserto da Dinamarca, um lugar com umas dunas gigantes, a paisagem era meio do filme Crepúsculo, mas era bonito demais. Também vimos um lago que era todo escuro e somente uma parte era verde água. Enfim, andamos embaixo de chuva e frio, vimos o que faltava ver da Dinamarca (agora já vi quase tudo :)) e conversamos muito com nossos amigos intercambistas sobre o nosso inetrcambio perfeito e como vamos sentir saudades. Cheguei em casa tarde e dormi. Dia seguinte fui para Legolândia com Francisco, a mãe dele e o Søren (meu colega dinamarques). A Legolândia é um máximo, parece um mini mundo mas muito melhor. Fomos na exposição sobre a Dinamarca e vários países do mundo, também vimos a exposição do Star Wars, andamos na montanha russa, o Chico e eu fomos em um robo que girava a gente de diversas maneiras dependendo do que a gente tinha programado em um chipe... Também fomos em um aquário no qual entrávamos dentro de um túnel e podiamos ver os peixes mais coloridos e de todos os tamanhos nadar em cima da gente! A mãe do chico fez sanduíche e fizemos um piquinique. Voltamos para casa encharcados de chuva, os dias estavam feios na Dk.
Terça foi meu último dia de aula, joguei baseball com as minhas colegas, elas estão muito queridas comigo. E aí me deu a depressão de estar no ginásio pela última vez. Mas não me despedi de ninguém, ainda temos a cerimônia de acabamento dia 24. Então foi um dia normal e depois fomos eu, Søren, Francisco e Manisa comer batata frita e sorvete.
Quinta-feira fomos eu, Vaci, Francisco e Søren para a última festa da AFS. Foi perfeita, maluca e eu amo todos os intercambistas e todos me amam! ahahah Sei que é exagero, mas é verdade, essa festa foi como um adeus e nós nos abrimos para os nossos amigos. Dia seguinte voltei para casa, dormi, jantei com a minha família e tive um ótimo dia com eles, comemos bolo e conversamos muito. Ontem, fui no cinema com o Vaci em Varde. Assistimos um filme de um diretor dinamarques mas famoso no mundo inteiro: Melancolia. E depois tomamos cerveja, comemos pizza e nachos. Eu amo o Vaclav, ele é maravilhoso, é um irmão. E então ele me disse que o mais difícil de dizer tchau na Dinamarca vai ser dizer tchau pra mim e pro Chico. E, eu sinto o mesmo, mas boto minha irmã como um plus. Cheguei na estação de trem e eu verifiquei os horários errado e minha família ficou muito braba comigo porque eu não tinha como voltar pra casa. Então dormi no vaci, ele foi um anjo, me esperou chegar na casa dele duas horas depois (o tempo que o taxi demorou pra me buscar), arrumou cama pra mim e me deu até escova de dentes. E hoje, acordamos tarde, tomamos café da manhã, cortei o cabelo dele e depois encontramos o Francisco em um parque, tomamos cerveja, comemos sorvete... Mas nada fazia o calor passar! :/ Cheguei em casa, depois de andar de bicicleta meia hora, morrendo de medo da reação dos meus pais. Mas eles sorriram muito felizes por me ver de volta em casa e foi quando eu percebi que eles são realmente minha família e por mais que eu faça coisas erradas eles me amam. Pedi mil desculpas e ele me explicaram que eu tenho que ser mais organizada. Mas, me sinto tão bem agora...
Eu tenho pensado muito na minha infância ultimamente, o sol me faz lembrar do Brasil, da casa de praia. O estranho é que eu nunca penso muito na minha casa, sempre que senti saudades do Brasil durante todo o meu intercâmbio, eu senti saudades da casa da praia. Eu também tenho pensado muito na minha vida aqui, é como se eu tivesse passado anos em uma outra vida e agora regressasse a original. Final de intercâmbio é mágico, feliz pois se aproveita cada minuto, triste pois se pensa na saudades... Enfim, é perturbador. Quero parar de pensar no como vai ser, na saudades que eu vou sentir, no como eu amo esse país, a minha liberdade, as pessoas... O como eu amo quem eu sou agora, e no que eu me transformei, nos desafios que eu superei, no tanto que eu aprendi...
Pois bem, meu intercâmbio valeu cada centavo, e vou levá-lo dentro de mim.

É isso aí por agora. Vou começar meu trabalho voluntário amanhã na Velling Friskole, um tipo especial de escola de ensino fundamental. Explico mais com o tempo.

Vi ses!

Friday, May 27, 2011

Maj / Maio

Minha irmã e eu em århus
Minha família em um típico passeio pelo fjord
Eu, Cherry e Francisco a beira do fjord
Eu e Cherry no jardim da minha casa
Festival de música com minhas amigas francesas
Festa a fantasia com um amigo dinamarques, Vaci e eu de pirata
Manisa em minha casa antes da festa a fantasia

Muitas coisas aconteceram nessas últimas semanas. Não consegui escrever com mais tanta freqüência, pois tenho que aproveitar cada segundo do meu último mês na Dk. Tive minha primeira aula de zumba na Dinamarca, a professora era muito boa, mas ninguém sabe dançar samba como uma brasileira, então ela me pediu algumas dicas ;) As aulas na escola têm sido muito melhores porque quero aproveitar muito meus amigos dinamarqueses, vou sentir saudades deles. Aqui no ginásio, temos um encontro semanal na hora do recreio onde o diretor fala com os alunos, as pessoas podem dar recados e cantamos uma música. Ao final desse encontro, o diretor chamou o Francisco e eu para ir a frente de toda escola, subir em uma cadeira e então ele nos agradeceu pelo ano e nos abraçou. Foi estranho olhar todos os meus amigos, aquela escola de tijolo a vista, o diretor de óculos redondos, todas as pessoas tão estilosas e loiras... Minha vida por um ano, minha rotina, todos que eu amo... E eu vou embora levando um abraço, a amizade de muitos e saudades.

A Cherry, minha amiga da Tailândia, veio passar uma noite aqui em casa. Ela me deu presentes da Tailândia e eu dei pra ela algumas lembrancinhas do Brasil. Fizemos pizza, assistimos filme com pipoca e negrinho... Adoro a Cherry, ela é uma amiga muito legal. No dia seguinte, fomos para a escola (ela foi visitar meu ginásio) e depois saimos com a Manisa e com o Francisco para tomar sorvete.

No final de semana, fomos eu, Francisco, Vaclav e Anne para århus em um festival de música na rua. Foi um máximo, encontramos os outros intercambistas, adoro fazer festa com os intercambsitas. Acabamos fazendo festa até às sete da manhã e voltamos para casa no primeiro trem. Hahaha Isso é muito normal aqui.

Passei a semana inteira doente, e nesse momento senti muitas saudades do Brasil. Mas, logo melhorei.

No outro final de semana, passei muito tempo com a Anne. Fomos visitar a amiga dela, Cristina, de bici sábado. Comemos bolo e conversamos muito. No dia seguinte, fui para a festa da Zuzi, uma menina da Hungria, em århus. A festa foi perfeita, amo todos os meus amigos intercambistas e me senti muito amada por eles também. Amo poder ser quem eu sou e falar com as pessoas e me sentir entendida por elas, isso sempre acontece nas festas com intercambistas. Ninguém julga ninguém, e dançamos e cantamos músicas de todos os países até às 5 da manhã! Mas, nessa festa, algo que eu não esperava aconteceu. Eu comecei a conversar com um amigo dinamarquês das minhas amigas intercambistas, e agora, 30 dias antes de voltar para o Brasil, tenho meu primeiro namoradinho dinamarquês! Hahahaha O nome dele é Jeppe, e não é nada sério, mas estamos saindo juntos e nos escrevendo todos os dias. Ele é muito fofo!

No dia seguinte, voltei de trem com o meu trio preferido no mundo: Vaclav e Francisco. Amo passar o tempo com eles, passamos muito tempo juntos sempre, sem fazer nada, só rir e conversar... Isso é amizade de verdade, sei que eles estão sempre presentes quando eu preciso.

Essa semana tenho passado muito tempo com minha irmã. E ontem, fui visitar o Vaclav em Tarm. Comemos pizza, fomos jogar tênis (eu sou muito ruim), desistimos e fomos tomar cerveja em um parque. Ficamos quatro horas no parque conversamos. Ele é o melhor amigo, contando meninos e meninas, que eu tenho na Dinamarca. E fiquei feliz quando ele disse que eu também sou a melhor amiga dele, eu sou a pessoa que ele mais gosta e confia na Dinamarca. Amo demais o Vaci, ele é um dos melhores amigos que já tive na vida. A minha saudades dele vai ser insuportável. L

Agora estou na escola escrevendo isso na aula de inglês porque já acabei o trabalho. Estou tendo os melhores dias da minha vida, nunca fui tão feliz. Entendo a língua sem nenhum esforço, dinamarquês ficou tão natural para mim. Desculpa escrever tão pouco, mas o tempo tá curto e eu preciso correr contra ele J

Vi ses!

Wednesday, May 18, 2011

Maj/ Maio

Tivemos a última festa do ginásio duas semanas atrás. Era uma festa a fantasia.
Semana passada foi cheia. Eu tive minha primeira aula de salsa e samba na Dinamarca! A professora era muito boa, mas o problema é que samba só se aprende sentindo, indo pro Brasil e, se possível, nascendo de novo no Rio de Janeiro hahahah. Acho que samba no pé é impossível ensinar. Depois, durante a semana fui pro ginásio e aproveitei cada segundo com meus amigos. A gente tem algo chamado Morgensamling toda a semana, e esse foi o último encontro na hora do recreio. O diretor chamou o Francisco e eu na frente de toda a escola, nos colocou em cima de uma cadeira e nos agradeceu por esse ano e nos abraçou, em frente de toda a escola. Me senti envergonhada e com uma vontade de chorar insuportável. Eu olhei o ginásio, quase minha casa por um ano, a escola mais legal que eu já estudei na vida, os professores, o diretor, todos são legais. Eu olhei os alunos, cada um com uma roupa mais original, todos sempre foram tão legais comigo, tenho tantos amigos de todas as séries que me conhecem e perguntam como estou e acreditam no meu dinamarques. Olhei minhas colegas sorrindo pra mim, eu pensei em todos os dias que eu passei com elas. Me senti deixando uma vida para trás, uma vida que eu não sei quando vou poder retornar. Olhei o Chico e senti que ele pensava o mesmo que eu. Foi ali que eu percebi que logo estarei dizendo tchau para a Dinamarca, e isso não vai ser tão fácil quanto eu imaginava.
Na quarta-feira a Cherry veio dormir aqui em casa! Foi muito divertido, fizemos pizza, pipoca, negrinho... Assistimos Sex and the City, bem programa de noite do pijama. Ela me deu uma camiseta da Tailândia e um brinco lindo e eu dei pra ela mil presentinhos do Brasil. Foi a primeira vez que troquei presentes com um intercambista, me senti meio triste, como se já fosse a hora de dizer adeus...
Bom, não lembro mais o que aconteceu esse mês, só sei que foi muito tumultuado... Amo minha vida dinamarquesa, nunca quero dizer adeus. Esse ano é simplesmente perfeito!

Wednesday, May 4, 2011

Billeder :)

Meus melhores amigos no mundo!
Tivoli!
Esbjerg com Vaci
Dario, Vaclav e eu na vila hippie

Nyhavn, meu lugar preferido para comer em copenhague :)
Torre de TV, Berlin
Memorial ao Holocausto
Brandenburg Gate

Berlin, København og nu! / Berlim, Copenhague e agora!

Não estou bem inspirada para escrever sobre essa semana que, na verdade, valeu por um mês. Foram tantas coisas que vi, pessoas que eu conheci. Uma viagem dentro de uma viagem. Hahaha Toda vez que volto de uma viagem, a minha família dinamarquesa e minhas amigas dizem que eu pareço diferente. Por mais perto que seja e um dia de viagem já é suficiente para nos fazer crescer e nos sentirmos diferentes. É por isso que eu amo viajar, cresço ao máximo, aproveito ao máximo. E imagino se minha família dinamarquesa percebe que eu estou diferente em uma semana em Londres ou Berlim, o que pensarão as pessoas no Brasil quando eu voltar da minha viagem de um ano com as pequenas viagens dentro dela? É óbvio que me sinto diferente, me sinto completamente mudada. Mas para melhor. Eu sei lidar com as coisas agora, eu confio na minha responsabilidade. Eu penso, eu planejei essa viagem inteira quase sozinha. Ninguém ficou sabendo, pedi as autorizações, contetei os hostels, fiz tudo. E saiu perfeito, e BARATO! Consegui encontrar o melhor hostel de Berlim, GENERATOR. Café da manhã, roupa de cama, toalha, sabonete de graça! É quase um hotel, mas têm gente do mundo todo sempre circulando pelo bar e puxando conversa.

Bom, vou começar a contar direito. Sábado eu fui na casa do Vaclav e fomos a uma festa. Foi bem divertido. No dia seguinte, voltei pra casa e visitei a Vilma, a minha amiga brasileira que é casada com um dinamarquês e mora aqui há 10 anos! Assistimos novela e comemos batata frita, foi ótimo. Estava com saudades desse jeito brasileiro, me sinto muito bem quando estou com a Vilma, sei que com ela posso contar sempre. Estou ansiosa pra voltar pro Brasil, e assistir novela enquanto janto com minha família. É estranho, mas sinto saudades das pequenas coisas. Novela? Que coisa brega. Brega nada, é nossa cultura, matei um pouco a saudades do Brasil vendo novela, ouvindo nossa língua, vendo as praias... hahaha Só assisti dois capítulos da novela aqui na Dinamarca, então não conta mesmo, não vou perder meu tempo assistindo novela aqui né? Haha Mas o que eu digo, é que sinto falta dessas pequenas tradições brasileiras que se fazem com a família, sinto, na verdade, falta da família. Porém, sinto isso hoje, escrevendo esse relato. Nesses últimos meses eu tenho morrido de medo de voltar e louca de vontade de ficar na Dinamarca. Não sei explicar, acho que foi bom ter esse amor enlouquecido pela Dina, assim eu aproveitei o máximo sem sentir saudades do Brasil. O problema é que agora a saudades voltou hoje. Tenho que parar de ser boba e ter medo de voltar. Eu não me lembro como as coisas foram no Brasil, vai ser estranho voltar, eu vou morrer de saudades de tudo e de todos aqui. Mas, eu amava minha vida antes, e por mais que eu tenha mudado, eu sou a mesma Carina, apaixonada pela minha família, pelos meus amigos, pela minha cachorrinha, pelo meu Brasil. Tento me acostumar com a idéia de voltar agora, em 8 finais de semana estarei na companhia da minha velha família, e a melhor de todas! Hahah Por mais que eu ame o povo aqui, e tenha amigos que vou levar para a vida toda, nada se compara às pessoas que eu tinha aí. O Vaclav estava falando que todos têm medo de ir pra casa, mas ele não, ele quer voltar, e disse que têm algo errado com quem não quer voltar pra sua verdadeira família. E eu me senti bem, porque pude ver que eu estou feliz por ter começado esse sonho, mas ele nunca vai acabar, mesmo que eu volte para aqueles que eu amo, vou sempre ter contato com o mundo. E me perguntam qual foi a melhor vida no Brasil ou na Dinamarca? Eu amo minha vida aqui, mas nunca me senti tão amada como eu era no Brasil, eu sinto saudades de ser amada. Aquele amor incondicional que você sabe que ninguém está te julgando ou querendo algo em troca, esse amor eu só senti no Brasil, e eu sinto TANTA SAUDADES dele.

Chega de trela, vamos a Berlim. Às 5 da manhã de segunda feira 18 de abril, Anne e eu acordamos, acabamos as malas e fomos dirigidas á estação de trem pelo meu pai. Somente uma semana depois eu voltaria pra casa. No trem, dormimos até chegar em Kolding, uma cidade na dk. Lá, esperamos na estação super ansiosas. Pegamos ônibus e quando acordamos estávamos na Alemanha. Foi uma emoção, estar com minha irmã de intercâmbio na Alemanha! Chegamos em Berlim depois de 9 horas, pegamos o trem e achamos o Hostel. Claro que não foi tão fácil, demoramos uma hora pra isso hahhaha. No hostel, eu mostrei meu passaporte brasileiro mas falava dinamarquês com minha irmã. Então, o cara do hostel perguntou: Afinal, da onde você é? Hahahah Tinha que explicar toda hora que eu sou brasileira, mas um pouquinho dinamarquesa devido ao meu ano na Dinamarca. É que a Anne se acostumou tanto em falar dinamarquês comigo que ela não conseguia mais falar inglês. Fiquei orgulhosa de falar dinamarquês em Berlim e de entender quando as pessoas falavam noruguês ou dinamarquês. Me senti tão escandinava lá. Hahhaa E o mais tri é que encontrei umas brasileiras que ficavam falando: “Que língua louca é essa?” achando que eu não entendia português, e eu respondi: “Oi, é dinamarquês. Louca mesmo, né?!” hahahah

Saimos de noite e caminhamos ao redor de Berlim. Caminhamos tanto e vimos os prédios tão bonitos durante a noite. Fomos naquele memorial aos judeus no centro de Berlim. Blocos de concreto de diversos tamanhos, que começam tão baixos e se tornam gigantes. Quando se vai entrando nesse tipo de labirinto sente-se tão oprimida. Fomos durante a noite, estava tudo tão escuro e silencioso, e lá dentro um som suave se torna alto, e se sente tanto medo e frio. Foi uma idéia maravilhosa esse memorial, sente-se um pouco do que os judeus sentiram naquele pesadelo do holocausto. Bom, em geral, vimos (desculpa se os nomes estiverem errados, alemão é muito diferente de dinamarquês)Alexanderplatz, Parise Platz onde tem aquele Brandenburg Gate, Reichstag, Friedrichstraße, Gendarmenmarkt, Unter den Linden, Catedral Católica na Bebelplatz... Voltamos para o hostel e dormimos.

No dia seguinte, tomamos café e pegamos pão para o almoço hahaha. Fomos para o tour grátis por Berlim. Todos os dias, saindo da Pariser Platz, tem tours gratuitos em inglês e espanhol ao redor de Berlim. O guia nos buscou no hostel, porque eles têm um acordo com os guias. Então, fomos para aquela praça e esperamos o nosso “guia” de verdade ir nos buscar. O nome dele era Mike e ele era o mais inteligente, charmoso e engraçado guia de lá, como sou sortuda hahah Ele era britânico, de Cambridge, então todas as meninas no tour estavam encantadas com ele. Hahaha E o melhor, ele era inteligente pra caramba, e aprendi muito sobre a história de Berlim. Se as aulas de história fossem sempre tours pelas cidades do mundo inteiro com um guia daqueles, nossa, eu ia aprender tanto! Hahaha Vou postar depois uma lista de tudo que esse tour cobre, é umas 4 horas caminhando. Mas, se alguém for pra Berlim, vale muito a pena fazer esse tour no primeiro dia. Depois do tour, visitamos a Universidade onde Einstein, Nietsche, Marx, Engels... estudaram! Também fomos a dois museus, um parque, a catedral católica, e o museu nacional. Jantamos em um restaurante italiano perto da Torre de Televisão em Alexader Platz. Subimos na Torre de Televisão na hora exata do por do sol. Era tão lindo, se pode ver Berlim inteira. Saindo de lá, fomos em um barzinho muito cool e tomamos uma caipirinha. Chegando no hostel, mudamos de roupa e descemos pra tomar uma coca (eu) e uma cerveja(minha irmã). Não queríamos ir pra festa porque no dia seguinte teríamos que acordar cedo. Mas, conhecemos uns irlandeses muito queridos e ficamos conversando no bar até as duas da manhã. Eles eram um grupo de 7 professores, e falavam muitas línguas, e alemão perfeito. Ficamos muito amigos mesmo, e acabamos indo pra festa com eles! Fomos num clube muito legal, e eu fiz sucesso com as minhas habilidades de dança hahaha Todos queriam aprender a dançar samba hahah E foi muito bom ter ido pra lá com os irlandeses, porque a Anne se arranjou um namoradinho (um dos amigos irlandeses) e eu ia ter ficado sozinha se não fossem os outros amigos dele.

Dia seguinte, acordamos cedo e fizemos nosso próprio roteiro. Recheado de arte moderna. Fomos a nova sinagoga; ao Tacheles, um prédio todo cheio de grafite e arte, cada sala tem exposições de um artista e se pode comprar; depois fomos ao museu de arte moderna, muito interessante. Mas, no meio de tudo isso, caminhamos e pegamos metrô pela cidade inteira. Berlim é muito legal porque o metrô é como um trem no meio da rua. O U é um metro e têm também os trens. É meio louco, mas têm muitos jeitos de se chegar aos lugares. E compramos um cartão que é valido por 3 dias de transporte e dá disconto em museus, chamado Welcome Card. Vale a pena comprar, eles não checam nunca, então usamos por quatro dias. Hahah Depois fomos ao museu Topography of Terror, que é grátis, e muito bom. Mas, vai preparado pra ficar de pé e ler muito. Passei por checkpoint Charlie e The Wall Museum, mas não entrei, todos dizem que não vale a pena, nada lá é real. Jantamos em um restaurante perto do hostel, o mesmo que jantamos na primeira noite, comida italiana pra variar. Hahah Chegamos no quarto e dormimos tanto.

Dia seguinte fomos para mesma praça e encontramos o guia para o campo de concentração. Pegamos o trem e chegamos lá uma hora depois. É uma cidadezinha muito simpática. Andando vinte minutos, se chega a um muro com fotos de pessoas que sofreram lá. Aprendi tanto sobre história lá. Foi estranho ver que as pessoas batiam fotos e andavam por lá, nos mesmos lugares que pessoas morreram e sofreram. A vida média das pessoas que entravam lá era de nove meses. Sinto que os alemães sentem muita vergonha de sua história e tentam ao máximo ser uma nação igualitária e multi cultural. Por exemplo, pisei sobre o chão do lugar onde Hitler morreu. O abrigo subterrâneo foi fechado e hoje o lugar é um estacionamento. As pessoas do bairro colocaram a placa indicando o lugar na época da copa do mundo. Mas, pelo governo, ninguém saberia desse lugar e sim dos monumentos em homagem àqueles que morreram injustamente.

Passamos o dia no campo de concentração, o que deu aquele aperto no coração. Os guias agradecem que fomos lá, que mostramos nos preocupar e pensar na história tão trágica e inacreditável do que a natureza humana é capaz. Acho que se eu tivesse estado naquele acampamento, eu ia querer que pessoas o visitassem e ele pudesse ensinar algo a elas. Pelo menos podemos tirar algo de uma coisa tão absurda e horrenda. Bailarinos, estudiosos, professores, escritores... Gênios desperdiçados que morreram de hipotermia, tortura, tiro, câmera de gás... Não sei explicar, fiquei pensando sobre isso muito tempo. Porém, fomos ao Tiergarten, o parque mais famoso que tem aquela estátua de ouro que eu não me lembro o nome. O parque é gigante e caminhamos muito, tinham pessoas de todas as idades tomando banho de sol, brincando com o cachorro, jogando bola... Demos muita sorte, já faz duas semanas que têm dado uns dias lindos de verão, passamos calor na Alemanha. Depois fomos a uma região perto do zoológico cheia de shoppings. De noite, jantamos no nosso restaurante italiano preferido na Alexanderplatz e fomos pro bar do hostel. Fizemos amigos da Espanha e fomos pra festa com eles. Voltamos às 4 da manhã. Os amigos da Espanha não eram tão legais, muito chatinhos, eu achei. Dia seguinte acordamos, pegamos o ônibus e voltamos pra Dinamarca.

Cheguei de volta no meu país, estava muito cansada, mas peguei o trem e fui pra Copenhague. Copenhague é minha cidade, já fui tantas vezes, mas ainda assim sou apaixonada por cope. Minha irmã por uma semana (daquele miniintercambio em janeiro) me buscou e fomos para um concurso de poesia. Era na rua principal de Cope, a Strøget, em uma casa antiga. Tinham pessoas muito diferentes e intelectuais, mas não aqueles que se fazem, aqueles que realmente são estilosos. Amei! Eu quero encontrar algo tão cultural assim no Brasil. O público julgava as poesias com placas de pontuação. Eu não conseguia entender tudo, mas entendi a maioria das coisas, e me senti tão dinamarquesa por rir das piadas que turistas nunca iam entender. Foi ótimo. Depois, fomos para casa e encontrei toda a família, foi muito bom revê-los. Agora estou tão acostumada a mudar de casa, de família e virar amiga das pessoas tão rápido. Aquela coisa de pensar que eu estou sempre incomodando se fui, claro que respeito, mas as pessoas gostam de ter convidados e gostam que nos sintamos em casa. Saí de casa à meia noite e fui encontrar o Francisco e o Vaclav porque eles me ligaram mil vezes dizendo que me amavam e que sentiam saudades, amo aqueles dois bêbados. Mas, a festa não foi muito legal, dançamos bastante mas eu estava cansada.

Dia seguinte, saí com minha irmã de intercâmbio por uma semana, a Emilie. A gente foi no passeio de barco ao redor de Copenhague, é muito bonito e turístico. Depois, fomos ao Tivoli, um parque de diversões que abriga diferentes cenários coloridos e espetáculos culturais. Adorei! Saindo de lá fomos para casa, fizemos janta, jantamos toda a família. Incrível como eu sempre faço programas de família, eu viro família até de gente que eu só conheci por uma semana. Depois, Emilie e eu fomos em um show de reggea na parte mais perigosa de Copenhague. Hahaha A parte mais perigosa de Copenhague é mais segura que a parte mais segura de Caxias. Voltamos pra casa cedo e fizemos noite de filmes.

Então, de manhã, fui com a Kirsten no museu de vidro que foi feito na antiga cisterna de água. O parque onde este museu está localizado é lindo, Frederiksberg Have, mas o museu é assustador. Há lindas esculturas de vidro, mas há também estátuas de pessoas no meio da escuridão e umidade da cisterna, parece que as estátuas vão se mexer a qualquer minuto. Então almoçamos e depois eles me levaram até o museu de arte moderna Arker. Eu acho que conheço metade dos museus da Dinamarca já. Foi legal conhecer, mas o legal mesmo foi a exposição que se entrava em um corredor que simula o céu; há muita neblina branca e não se enxerga nada, vai-se andando como se pode e a sensação é de perda e claustrofobia pois a luz fica amarela, depois vermelha e depois escuro. Foi muito divertido, eu atravessei de mãos dadas com o Francisco e o Vaclav de tanto medo. Depois, sai por cope sozinha enquanto Chico e Vaclav tinham que buscar as malas em casa. Jantei num restaurante no Nyhavn, o lugar mais bonito de cope, à margem do rio com as casinhas coloridas. Como ia ser minha última vez na capital, aproveitei cada segundo, e realizei esse sonho de comer nos restaurantes à beira do porto. E então, fui encontrar Francisco e Vaclav na casa do Dario. A família dele é muito legal. E fomos para Cristiania! Cristiania é a cidade hippie em Copenhague que não paga impostos, a moradia é grátis, basta se viver no estilo de vida hippie. O lugar é muito diferente e único, e é uma atração turística que eu nunca tinha visto. Fomos lá à noite e depois saímos comprar umas cervejinhas. Nos sentamos na beira do porto, com os pés quase tocando a água, vendo a paisagem linda da cidade e conversando. Viajamos de trem e caminhamos pra lá e pra cá, chegamos no centro da cidade e encontramos um bar que não pedia identidade pra entrar. Passamos a noite inteira dançando e às 6 da manhã fomos pra estação. Claro que nesse meio tempo todos se perdiam uns dos outros porque o Vaclav queria comprar bebida na loja e se perdia e tínhamos que ir atrás dele. Hahahha Cheguei em casa seis da manhã e acordei às 9. Tomei café com minha família, ensinei a minha mini irmã Emilie a fazer Orkut (ela vai ser inetrcambista no Brasil) e dei um presente a minha família afinal eles me deram tanta coisa, até ovo de páscoa ganhei.

A viagem de volta foi triste, meu adeus a cope. Cheguei em casa, e minha irmã, Anne estava me esperando com caça ao ovo de páscoa porque uma vez eu comentei que fazíamos isso no Brasil e ela queria que eu aproveitasse minha páscoa. Ela esconde bem o ovo ein?

É, esse foi o resumo das minhas férias. Hahahah Pois é, e agora estou com os relatos da semana passada e dessa semana atrasados. Digamos que estou aproveitando todo o tempo do mundo com minha família, passei um ótimo final de semana em casa e na casa da Vilma, peguei sol, li livros em dinamarquês. Também passo muito tempo com o Vaclav, viajamos para Esbjerg e para uma ilha chamada Fanø só para conhecer e conversar. Essa semana tive dois dias livres porque entendi que eu não tinha aula, mas na verdade tinha um trabalho chamado AT. Agora passei dois dias escrevendo esse trabalho. É bem complicado, é um trabalho de métodos e análises. Mas os professores foram muito legais comigo e me deixaram fazer em inglês. Pois bem, minha vida aqui está corrida, mas arranjo tempo pra família e amigos. Tô vendo como validar meu ano no Brasil e acho que vou conseguir! :D

Eu amo a Dina e descobri, depois de dois dias sem escola, que eu gosto de ir pra escola aqui. Vou sentir saudades da Anne, Jonas e Søren J

É isso aí, gente. Vou-me indo e deixando vocês com muito o que ler. Hahahah

Tuesday, April 12, 2011

Mange ting / Muitas coisas :D

Faz tanto tempo que não escrevo. Preguiça, não sei ao certo, mas acho que tenho medo de escrever o que passa na minha cabeça. Tenho estado muito estressada, e só hoje descobri o porque. Mas, então vamos começar desde há duas semanas atrás que foi quando eu parei de escrever.
Tivemos a noite do foundue de queijo na casa da Charlotte, minha amiga da Suíça. Ouvimos à música típica daqueles escaladores de montanha, foi muito engraçado. Estávamos Raquel, Renata (Brasil), Francisco( Chile), Vaclav (rep. tcheca), Cherry (tailândia) e eu. E a gente não ia beber nada, mas conversa vai conversa vem, é tradição na Suíça (talvez a minha amiga inventou isso) tomar shots junto com o fondue. Fizemos a Cherry ficar bêbada pela primeira vez, ensinamos a Charlotte e a Cherry a dançar funk, conversamos e rimos muito. E de lá, fomos para a festa de um amigo do irmão da Charlotte, deviam ter umas 10 pessoas na casa dele e tava bem chato, mas a gente dançou demais e fez a festa. Festa com os intercambistas é sempre a melhor, a gente pode não ter música, a gente canta, a gente inventa e sempre se dá um jeito pra diversão. A verdade é que o Vaclav ficou tão bêbado que a gente foi convidado a se retirar e levar ele pra casa hahahaha. Dormimos todos na sala da Charlotte e no dia seguinte passamos a tarde lá, almoçamos com ela. Os pais dela são muito legais, eles escutam Beatles enquanto trabalham no escritório e são muito divertidos. Peguei o trem pra casa e nem vim pra casa, fui de carro visitar a mormor, minha vó com a Anne e minha mãe. Passamos a tarde lá, estava um lindo dia de primavera. Demos uma volta pela cidade e foi a primeira vez que eu vi um lago ali, da última vez o lago estava congelado e eu andei em cima dele sem perceber por causa da quantidade de neve. Eu e a Anne, como duas meninas maluquinhas, começamos a dançar e filosofar sobre a vida e como nos amamos e talz... Pois é, sempre que estamos juntas nos contamos todos os segredos mais profundos que temos medo de contar a outras pessoas. Nunca conheci ninguém tão parecido comigo como minha irmã de intercâmbio, ela têm paciência e entende minhas crises filosóficas. hahahah Voltei pra casa, me arrumei e fui de bici até a casa do Chico. Chegando lá, o pessoal da Tailândia já tinha chegado e depois veio o Vaclav e a Charlotte. Comemos e conversamos muito. O pessoal da tailândia é muito legal e foi a primeira festa deles, mas estávamos acabados, mesmo assim demos um jeito de se empolgar. Pelo menos eu dei, eu acho que se você dorme tarde e bebe tem que encarar as consequências e no dia seguinte tentar ficar bem. O Francisco e o Vaclav me criticaram: De onde vem essa energia toda?!" Mas, a verdade, é que eu não tenho tanta energia, só queria que o Francisco tivesse um aníver legal. Ele fez aquela torta de limão maravilhosa, valeu pela torta, mas o resto foi chato. Domingo fiz a fachina em casa e comecei a planejar a nossa viagem para Berlin!!! Eu e minha irmã conseguimos permissão da AFS para viajar, e eu fiquei só felicidade!
Entretanto, Vaclav e Francisco me cobraram que eu tinha prometido ir a copenhague com eles. E me estressei em ter tudo preparado para as minhas duas viagens. E, plus, comecei e ir e voltar de bici todos os dias da escola (12km), a correr e fazer exercícios puaxados porque chegou a primavera e me deu vontade de viver e aproveitar esse tempo maravilhoso! Amo a primavera na Dinamarca. Resultado, estou doente e não consigo me recuperar direito nunca. E sempre estressada! :/
Mas, minha vida aqui está perfeita. Tento aproveitar o máximo minha família, amigos... tudo. Eu e a Anna estamos cada dia mais amigas, ela é uma das melhores amigas que já tive. Fomos para a casa do Chico fazer bolo! E fizemos a maior bagunça, dançamos pela casa toda. No mais, minha semana foi assistir a clássicos do cinema, me exercitar, ler em dinamarquês e tentar aproveitar cada segundo aqui. Final de semana não fiz nada porque estava doente. Fiquei horas no skype com o Vaclav conversando sobre planos de viagem.
Domingo fui com a minha mãe e irmã pro aniversário do irmão da minha mãe. Ele mora numa casa de fazenda antiga dinamarquesa no meio de um campo cheio de colinas e flores (algo raro, a dinamarca é tão plana)... Sério, o lugar era lindo demais. E todos estavam felizes, e eu me senti em casa. Depois voltamos pra casa e eu e a Anne assistimos um filme e jantamos arroz (ela ama meu arroz! hahaha).
Minha família me convidou pra ficar mais tempo aqui na Dinamarca depois que o programa AFS acabar. E isso me fez ver como esse ano não foi só um ano, e não é tão fácil assim dividir o antes e o depois, eles se misturam e se estendem. Eles vão ser para sempre minha família, eles me amam, eles realmente acreditam que eu vou vim morar aqui. E quem disse que talvez não? O mundo virou tão pequeno e as possibilidades são tantas pra quem realmente quer viajar. Não sei se era só na minha cabeça, mas onde eu cresci viajar era sinônimo de ser rico e poucas vezes. Não é não, conheça gente do mundo todo, guarde seu dinheiro só para isso, fique em couch surf ou hostel, não se precisa de lucho, dorme-se em estação de trem hahaha Eu quero tentar ir visitar todos os amigos que fiz e voltar tantas vezes pra Dinamarca, essas vão ser as minhas maiores prioridades, porque o que adianta uma vida longe de todos que amamos? Eu quero tentar conciliar os meus dois países para poder sempre estar com quem eu amo.
Tenho pensado muito nisso ultimamente.
Ontem, Manisa e Francisco vieram aqui em casa de tarde. Foi divertido. É estranho que ela está no início e nós já estamos no fim do programa. Pulamos na cama elástica porque o dia estava lindo demais, amo a primavera na Dinamarca. As pessoas ficam mais simpáticas, a vida fica fácil e mais leve (imagine o peso dos casacos, três calças e botas com várias meias de lã no inverno).
Hoje, fui passear com a minha irmã. Caminhamos ouvindo música, corremos gritando, deitamos na relva cheia de flores no meio dos campos. E foi então que eu me toquei o porque de eu estar tão estressada. Eu senti que falta pouco. Há 3 meses atrás eu achei que já estava preparada para voltar, mas agora estou tão confusa. Minha família me convidou para ficar mais e estou muito confusa agora.
Eu estou bem perdida, fim de intercâmbio é muito complicado. Eu não sei a que mundo eu pertenço. Mas, vou aproveitar cada segundo e parar de me estressar a toa. Ontem, assisti filme com a Anne até tarde, e sei que nossa amizade mais linda do mundo vai continuar para sempre.
Pois é, esses são os meus relatos das semanas. Próxima vez que eu escrever vou contar sobre o Pink Floyd Project que vou assistir aqui na minha cidade e minhas viagens a Berlin e Copenhague! :D
Agurardem :D